Nasceu em 24 de outubro de 1918 em Vila Nova, 20º distrito de Campos dos Goytacazes, no estado do Rio de Janeiro. Filho de Cornélio de Souza Anomal e Ottília Mello Anomal, desde muito jovem demonstrou uma sensibilidade artística singular e notável habilidade para os trabalhos manuais.
No ano de 1932, com apenas 14 anos, Denancy deixou o interior e mudou-se para a sede do município, com o objetivo de continuar seus estudos em um ambiente mais propício ao seu desenvolvimento intelectual. Matriculou-se no tradicional Instituto Comercial de Campos, onde concluiu sua formação em Contabilidade. Após o término do curso, iniciou sua trajetória profissional no setor público, ingressando no Centro de Saúde de Campos. Lá, desempenhou inicialmente as funções de contador, e mais tarde foi promovido ao cargo de Chefe de Seção, onde permaneceu por vários anos.
Em 24 de outubro de 1945, data de seu aniversário de 27 anos, Denancy uniu-se em matrimônio com Nair Maciel. Dessa união nasceram dois filhos: Cláudio José Maciel Anomal (in memoriam) e Maria Auxiliadora Maciel Anomal, que herdaram do pai o apreço pela cultura e o senso de responsabilidade social.
Ao longo de suà vida, Denancy consolidou-se como um dos mais autênticos e representativos artistas plásticos dà região. Autodidata por vocação, buscou também formação acadêmica, aliando o aprendizado técnico à sua sensibilidade natural. Seu trabalho é amplamente reconhecido por seu valor documental e histórico. Com um olhar atento ao passado e às paisagens locais, registrou em suas pinturas diversos cenários emblemáticos dà cidade e do entorno: o Cais da Lapa, antigas igrejas coloniais, casarões históricos, as belezas naturais do Pontal em Atafona, além do sempre presente rio Paraíba do Sul.
Mas não foi apenas na pintura que Denancy deixou sua marca. Ele também era um marceneiro de grande habilidade, confeccionando pessoalmente suas próprias telas, molduras e até os móveis de seu atelier. Sua arte era completa: do esboço à moldura, tudo passava por suas mãos talentosas e cuidadosas.
Paralelamente ao trabalho pictórico, Denancy cultivava a poesia. Era um apaixonado pelas palavras, e deixou como legado uma expressiva produção de trovas e sonetos. Participava ativamente dà vida cultural campista e integrava entidades literárias e artísticas, como à Academia Pedralva de Letras e Artes e a União Brasileira de Trovadores (UBT). Além disso, era um dedicado orquidófilo, cuidando com esmero de seus jardins floridos, que rodeavam sua casa e atelier, localizados na Rua Barão de Miracema, nº 40, no centro de Campos.
Denancy Mello Anomal faleceu em 26 de junho de 1980, deixando um legado artístico e cultural de grande valor. Em homenagem ao artista, a Câmara Municipal deu seu nome a uma rua localizada no Parque Fundão e tornou-se Patrono da cadeira nº 13 do Instituto Histórico e Geográfico de Campos dos Goytacazes.
Seu nome está registrado no Dicionário de Artistas Plásticos Brasileiros e no Guia Internacional da Artes, reafirmando sua importância e seu lugar nà história das artes no Brasil.

