Nascido na freguesia de Santa Rita da Lagoa de Cima no dia 8 de setembro de 1742, Azeredo Coutinho era filho de Sebastião da Cunha Coutinho e Rangel e de Dona Isabel Sebastiana Rosa de Morais. Ainda em sua juventude foi para o Rio de Janeiro concluir os estudos secundários. Em 1775 embarca para Portugal, abdica de seus direitos como primogênito da família para seguir a carreira eclesiástica e forma-se em direito canônico na Universidade de Coimbra.
Um ano após seu retorno ao Brasil, que ocorreu no ano de 1784, Azeredo Coutinho, que estava como arcebispo da Sé do Rio de Janeiro, foi nomeado deputado do Santo Ofício da Inquisição da Cidade de Lisboa.
Em 21 de novembro de 1794 foi eleito bispo para a sede episcopal de Pernambuco. Tornava-se, portanto, bispo de Olinda. É nestà época que Azeredo Coutinho escreve sua obra mais citada: “Ensaio econômico sobre o comércio de Portugal e suas colônias”. O texto é considerado pelos estudiosos como muito avançado para à época e colocou o campista no quadro de precursores do liberalismo econômico. Nesta obra o escritor mostrava sua crença de que seria possível manter o estatuto colonial oferecendo maior autonomia financeira e econômica para as colônias. Este trabalho é, portanto, fundamental para a análise da geografia econômica do século XVIII. A obra citada tem mérito reconhecido ao ponto de Azeredo Coutinho ser convidado para tomar assento nà Academia de Ciências de Lisboa.
O bispo Azeredo Coutinho, no ano de 1798, foi diretor geral de estudos e governador civil interino da Capitania de Pernambuco. Neste mesmo ano é publicada a obra “Analysesurla justice ducommercedurachatdesesclaves de lacôte d’Afrique”. No ano de 1802 o Vaticano nomeia Azeredo Coutinho como bispo de Bragança e Miranda e em 1806 foi nomeado bispo de Elvas. Segundo registros, no dia 15 de novembro de 1817, foi transferido para a diocese de Beja e, no ano seguinte, torna-se Inquisidor Geral do Santo Ofício. Logo após foi presidente da Junta de Exame do Estado Atual e Melhoramento Temporal das Ordens Religiosas do Reino.
Em Portugal, no ano de 1820, ocorre a Revolução Liberal. Por consequência da mesma foi realizada uma assembleia constituinte e Azeredo Coutinho foi eleito deputado da província do Rio de Janeiro às cortes constituintes de Lisboa. No exercício desta função em Lisboa, no dia 12 de setembro de 1821, o bispo José Joaquim da Cunha Azeredo Coutinho faleceu, deixando vasta obra que contém, além dos textos referidos anteriormente, pastorais e escritos sobre direito canônico.
Teixeira de Melo afirmou que Azeredo Coutinho era um “espírito de variada cultura” e que deixou “importantíssimas memórias políticas, científicas e literárias” (CARVALHO, 1985).

