Nascido em Orléans, França em 1779, Auguste de Saint-Hilaire acompanhou durante sua infância a Revolução Francesa. Em 1853, morre o naturalista francês com setenta e quatro anos.
Veio ao Brasil com uma missão proposta pelo duque de Luxemburgo de tomar a posse da Guiana. Ele aproveitou a estada na América do Sul e viajou pelos estados de Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul para estudar os biomas destes locais, assim fez a diferença na área de botânica. Seus conhecimentos lhe ajudaram a descobrir diversas plantas medicinais, o que o levou a ser considerado médico pelos sertanejos.
Saint-Hilaire retornou à França em 1822, após ser envenenado por mel de vespa. Como conhecia várias regiões e observou não somente seus aspectos biológicos, ele começou a escrever obras e a publicá-las, apontando as características naturais dos locais e erros que os nativos cometiam ao usufruir da natureza, mas dava conselhos para corrigi-los. Em 1887 foi publicado seu último livro intitulado de “Do Rio Grande do Sul à Cisplatina”.
Não era difícil a Saint-Hilaire ser visto pelos sertanejos como médico, e por isso era muitas vezes forçado a ensinar remédios, afinal colher plantas era hábito apenas dos médicos e curandeiros, neste país desconhecido.
Nenhum dos viajantes que percorreram o Brasil mostrou-se como Saint-Hilaire tão capaz de observar seus diversos aspectos, geografia, estatística, agricultura, comércio, arte, vida religiosa, administrativa e judiciária, costumes, usos da gente civilizada e dos índios.
Toda a obra de August foi construída com a intenção de contar às futuras gerações como era a terra fecunda.
Viajou durante seis anos e recolheu uma coleção de 30 mil exemplares de plantas de sete mil espécies, das quais 4.500 até então eram desconhecidas.
Em um de seus livros, Saint-Hilaire, descreve a visita da Serra da Canastra em 1819. E ainda hoje, quase dois séculos depois, a sua descrição histórica continua sendo um retrato fiel da paisagem bem preservada dà região.
Reuniu uma coleção de seis a sete mil espécies de plantas para o Museu de História Natural de Paris. Entre seus livros sobre o Brasil estão: Plantes usuelles des brésiliens (1824), Histoire des plantes les plus remarquables du Brésil et du Paraguay (1824) e Flora Brasiliae meridionalis (1825-1832, 3 v. colab. Jussieu & Cambessèdes), além de vários outros relatos publicados e traduzidos (1822-1887) sobre suas viagens ao interior das províncias.

