Nascido no dia 5 de agosto de 1914 na antiga Rua Aquidaban em Campos dos Goytacazes, José Cândido de Carvalho era filho de Bonifácio de Carvalho e Maria Cândida de Carvalho. Estudou no Liceu de Humanidades de Campos. Antes de se dedicar às letras foi ajudante farmacêutico, cobrador, trabalhador em refinaria de açúcar e funcionário da Estrada de Ferro Leopoldina. Foi revisor do jornal “O liberal” durante a revolução de 1930. Foi colaborador da “Folha do Comércio”, do “O dia”, da “Gazeta do povo” e do “Monitor campista”.
Ainda na década de 1930 foi para à cidade do Rio de Janeiro. Em 1937 tornou-se bacharel pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro. Trabalhou no Ministério da Indústria e Comércio e foi redator de “A noite”. Também exerceu atividades jornalísticas no grupo “Diários associados”.
Seu primeiro romance foi “Olha para o céu, Frederico!” publicado em 1939 pela editora Vecchi. Mas o romance que é considerado sua obra máxima é “O coronel e o lobisomem”, livro que recebeu muitas premiações, incluindo o prêmio Jabuti. A obra é considerada uma referência do estilo regionalista. Décadas mais tarde o romance ganhou uma versão para o cinema.
José Cândido de Carvalho foi eleito no dia 23 de maio de 1974 para à Academia Brasileira de Letras. No dia 01 de outubro de 1974 tomou posse na cadeira de número 31 da anteriormente referida instituição na vaga deixada por Cassiano Ricardo. O campista foi, ainda, diretor da rádio Roquette-Pinto, diretor do serviço de radiodifusão educativa do Ministério da Educação e Cultura (1974), presidente da Fundação Nacional de Arte (1976-1981) e presidente do Instituto Municipal de Cultura do Rio de Janeiro (1982-1983).
O escritor campista morreu no dia 01 de agosto de 1989 em Niterói.

